Por Claudio Czapski
As constantes notícias sobre dificuldades na economia afetam a confiança do consumidor e podem alterar sua maneira de consumir, o que significa que ele vai procurar alternativas. O índice de confiança do consumidor na economia brasileira caiu em março para 106,3 pontos, seu menor nível desde setembro de 2005, segundo estudo divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Assim, o varejo deve estar atento às novas exigências de consumo, pois toda mudança traz consig
o oportunidades e será preciso se diferenciar ainda mais nesse momento. Para isso, observar a concorrência e adaptar idéias criativas ao próprio negócio pode fazer uma grande diferença no sucesso das vendas.
A Associação ECR Brasil (www.ecrbrasil.com.br) apresenta uma série de dicas sobre observação de lojas sob a perspectiva do Gerenciamento por Categorias. Com a técnica de GC, os produtos são expostos como solução de compra, agrupados por afinidade de ocasião de consumo. Com sortimento e sinalização adequados, o GC facilita a vida do consumidor e pode aumentar os lucros.
Assim, analisamos um aspecto e a recomendação de como ele deve ser observado para que o varejista tenha a oportunidade de melhorar a experiência de compra do cliente e os serviços oferecidos. Além disso, serão apresentadas dicas de como avaliar o que poderá ser aplicado em sua loja.
Ao chegar ao estabelecimento, o varejista deve analisar o aspecto macro, como tamanho, localização, número de check outs, padrão, estacionamento, acesso, iluminação, limpeza e cordialidade dos funcionários. Com essas informações, já é possível ter uma noção da classe predominante dos clientes, tendo mais subsídios para seguir com a análise dos demais pontos do check list. Outra questão importante é a existência ou não de serviços, como farmácia, cafeteria, entrega em domicílio, empacotador, entre outros.
Ao percorrer os corredores e observar as mercadorias, é fundamental questionar-se se o sortimento é completo, se há rupturas, se a sinalização é eficiente, como é a reposição, a apresentação, o frescor dos alimentos e se o varejista trabalha soluções de compra e de que maneira. Depois, olhe os departamentos como um todo, passando por perecíveis, padaria, peixaria, açougue, congelados, salsicharia e FLV; alimentar, líquida e mercearia; e não alimentar, bazar, têxtil, eletro, limpeza e perfumaria. Como é a qualidade de cada um desses setores? Há algum detalhe que chamou sua atenção e que pode ser implantado na sua loja?
Por fim, esteja atento também às ações promocionais, como demonstradores e degustação, display de fornecedores, merchandising, sinalização e ferramentas de publicidade, como anúncios de promoções. Tenha cuidado, porém, ao trazer idéias para a sua loja, pensando na relevância da promoção para o seu consumidor, na consistência entre promoções e estratégias, no desempenho e desenvolva um plano com calendário anual.
Após analisar em detalhes seu concorrente, faça o mesmo em sua loja e avalie quais idéias podem ser utilizadas, em que pontos você pode melhorar e como fidelizar e atrair clientes.
* Claudio Czapski é superintendente da Associação ECR Brasil